

Trabalhos
1ª Convidada
Adriana Pierre Coca


Jornalista de TV

15 Anos de TeleJornalismo
Experiência de Vida da Convidada
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Jornalista de Televisão no Brasil
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Produção de Programas de Televisão
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Assistente do Programa de Televisão de Sílvio Santos
E ainda...
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Durante 10 Anos na Emissora TV Cultura e no SBT (Sistema Brasileiro da Televisão)
HISTÓRICO
ATUALMENTE
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Professora de Televisão
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Pesquisadora
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Exercer Pós-Doutoramento na Universidade Fernando Pessoa
O que é um Jornalista de Televisão?
A primeira intervenção da nossa convidada, Adriana Coca, incidiu na principal questão que se coloca atualmente, o que é um Jornalista de Televisão?
Geralmente, é habitual confundir-se um jornalista de televisão com os restantes jornalistas, contudo isso não corresponde à realidade. Para Adriana Coca, uma das qualidades que se destaca é a omnipresença.
Define-se como a capacidade de estar em todos os locais ao mesmo tempo. E tal como referiu a convidada "é uma qualidade divina", e que o jornalista enquanto profissional necessita dessa condição para assumir e exercer as suas funções. Outro aspeto fundamental é que ser jornalista, é ser a tempo integral e assim, é importante estar atento a tudo o que se passa ao nosso redor.
As imprevisibilidades fazem parte da rotina do Jornalista porque nunca há um horário certo a cumprir porque o que se passa ao nosso redor, nunca tem hora marcada.
Ser Jornalista implica estes dois conceitos que Adriana Coca salienta, visto que temos de estar sempre atentos a todas as informações que nos permitem exercer o trabalho jornalístico mas também estar ciente de que não há horas fixas e a loucura é algo natural na área do Jornalismo.
Jornalista como um "sabe-tudo"
O Jornalista tem que assumir uma posição de "sabe-tudo" tal como refere Adriana Coca "É muito difícil a gente ter que estar atentos e tem que ser uma espécie de um sabe-tudo", porque apesar de se possuir uma especialização numa área específica como economia, política ou desporto, é necessário no meio atual saber um pouco de tudo nas várias áreas.
Neste sentido, e tal como Adriana Coca profere, é necessário haver uma flexibilidade de forma a ter algum conhecimento nos diversos assuntos que são notícia no nosso dia a dia e que nos permitem estar aptos a divulgar informação credível para todo o público.
Ou seja, e tal como afirma Adriana Coca "O saber tudo faz parte da nossa curiosidade enquanto Jornalistas. Naturalmente, nós somos curiosos e, às vezes, um pouco invasivos, e nessa questão da curiosidade temos de antever alguns acontecimentos"
Para Adriana Coca, outra característica do Jornalista de Televisão é o facto de ser uma metamorfose ambulante. Ou seja, além de ser um sabe-tudo e um multi-tarefas, o Jornalista tem sempre de se adaptar às situações inesperadas ou não, de forma a conseguir alcançar uma boa informação e conseguir produzir notícias para o público que é a função principal que o Jornalista desempenha.
"O Jornalista é Jornalista de Corpo e Alma"
O Jornalista nunca está sozinho....
O Jornalista Televisivo não faz o seu trabalho apenas por si mesmo, visto que faz parte de uma equipa e necessita dela mesma para poder exercer a sua profissão. Neste sentido, cada pessoa envolvida em todo o processo necessita de ter a sua função bem definida.
Segundo Adriana Coca, na televisão temos três equipas definidas:
A Equipa de Produção de Conteúdo
Os Produtores de Textos
Equipa Técnica
Uma opinião sincera de Adriana Coca
Para Adriana Coca, Portugal é um bom lugar para quem pretende fazer Telejornalismo porque apesar da proliferação das fake news e da necessidade de estarmos atentos a tudo que se passa, há um bom mercado com muito espaço para o meio audiovisual e a proliferação dos telejornais é um excelente exemplo disso mesmo.
Qual é que é a característica que diferencia o Jornalista de TV do resto dos meios?
O que é que a fascinou para entrar no mundo do Jornalismo?

2ª Convidada
Samantha de Sousa Fernandez



Jornalista + 10 anos
Doutoramento em Jornalismo de Viagem
Experiência de Vida da Convidada
HISTÓRICO
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Jornalista há mais de 10 anos
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Repórter em jornais impressos no Brasil
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Experiência na área de Assessoria de Imprensa
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Professora em Comunicação, Marketing e Publicidade
ATUALMENTE
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Tese de doutoramento sobre Jornalismo de Viagem na UFP
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Especialidade em Jornalismo de Viagem
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Criadora de um Blog de Viagens e Turismo Cultural
"Hoje em dia, se queremos fazer uma viagem, vamos à internet pegar dicas. Cada vez menos, as pessoas estão buscando agências de turismo"
É a partir desta frase proferida pela nossa convidada que se inicia o tema do Jornalismo de Viagens e o essencial a saber na realização de um blog de viagens.
Segundo Samantha Fernandez, o Jornalismo de Viagens é atrativo na medida em que permite às pessoas partilhar as suas experiências e conhecer as de outros, como também seguirem diferentes perspetivas e não ficarem presas aos roteiros típicos de turismo. Ou seja, há uma maior liberdade mas também os próprios jornalistas de viagens dão mais credibilidade na sua jornada pelo local que foram viajar.
Atualmente, os blogs de viagens são um grande sucesso e o seu número aumenta cada vez mais devido há possibilidade que as pessoas têm em partilhar as suas experiências, ajudando os outros, salienta Samantha Fernandez. Há medida que as pessoas se tornam referências, surgem benefícios pessoais e esse aspeto acaba por desencadear um aumento na área do Jornalismo de Viagens.
Para Samantha Fernandez "O jornalista de viagem traz uma reflexão, o lado social do local de viagem e uma perspetiva, não só do lado bom mas de tudo o que está acontecendo ali. É um nicho muito bom do jornalismo porque dá credibilidade", ou seja, exercer esta profissão é uma forma de mostrar locais a todos que tenham interesse em visitar ou apenas se informar culturalmente e uma fonte de informação viável e credível.
Diferença entre Turista e Viajante,
na ótica de Samantha Fernandez
TURISTA
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É aquele que se desloca sozinho ou em grupo para um local onde ele vai usufruir de uma estrutura, seja por motivos de lazer, cultural ou desporto, mas ele vai acompanhado de um roteiro específico para se guiar.
VIAJANTE
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É aquele que é diferente porque a viagem em si faz com que se colecione experiências e que se sinta um pouco cidadão desse local. Tal como Samantha refere "vai caminhar, vai pegar na mochila, o comboio, autocarro, ou seja, vai querer sentir ali a experiência"
É fácil fazer um Blog de Viagens?
A nossa convidada, Samantha Fernandez, salienta que não basta gostar de viajar para se criar um blog mas sim, o mais importante é saber escrever e dominar as ferramentas de comunicação. De igual forma, é fundamental escolher um bom nome e uma identidade visual atrativa, como também entender o wordpress para dominar as ferramentas.
Para Samantha, a maior dificuldade é ter uma boa audiência porque há um grande diversidade de blogues atualmente. Assim sendo, é necessário saber escrever de uma forma objetiva e que consiga atrair o leitor. Uma forma eficaz de o fazer é usar as redes sociais, o marketing digital e as ferramentas de SEO já que
"Tudo é Algoritmo na Internet"

Samantha descreve alguns dos conteúdos no seu blog
A área do Jornalismo de Viagens é privilegiada, na medida em que é possível ter meios para financiar o nosso próprio local de trabalho?

Tem alguma dica especial para quem quer começar um blog?
3ª Convidada
Juliana Feliz
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Jornalista + 10 anos
Assessora de Imprensa
Experiência de Vida da Convidada
HISTÓRICO
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Jornalista há mais de 10 anos, especializada em direitos da criança e do adolescente
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Assessora de imprensa do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil
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Formou-se, em 2000, no curso de Jornalismo na especialidade de Comunicação Social e Jornalismo
ATUALMENTE
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Especialidade de Jornalismo e Estudos Mediáticos do doutoramento em Ciências da Informação da UFP
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Professora de Jornalismo
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Escritora de Literatura fantástica



"Já no início da minha profissão, eu procurei trabalhos que pudessem trazer para mim temas e questões da sociedade. Sempre escrevia sobre questões ligadas à infância, adolescência, minorias sociais, racismo, deficientes... Questões que sempre marcaram a minha observação do mundo"
A escolha de Juliana Feliz em ser Jornalista surgiu precocemente, nomeadamente aos 12 anos, e foi sempre a ideia em mente para o seu futuro. Este desejo foi suscitado pela escrita, porém a razão principal pelo gosto em seguir a via do Jornalismo foi a preocupação com as questões sociais.
A vida da Jornalista e Escritora, Juliana Feliz, no seu país de residência, o Brasil, mostrou-lhe essa questão específica das desigualdades sociais, havendo muitas diferenças tal como salienta Juliana Feliz "É um país muito rico mas é um país, também, cheio de desigualdades, de questões sociais e problemas que tenho o logo da nossa história."
Experiência Rede ANDI Brasil
A Rede ANDI Brasil é uma organização sem fins lucrativos que trabalha já há 30 anos no Brasil, espalhada por diversos estados no Brasil, incluindo 9 países na América-Latina.
Segundo Juliana Feliz, a ideia da Rede ANDI começou porque em 1988 houve a constituição do cidadão no Brasil e a da criança adolescente. Sendo que o movimento começou forte porque com a mudança da lei, a ANDI formou-se como agência que trabalhava os temas mais atuais.
Neste sentido, a Rede ANDI realiza a assessoria da comunicação dos direitos para as redações com o temas atuais como o desaparecimento das crianças, a adoção, educação e saúde. Assim sendo, os jornalistas exerciam o seu trabalho a nível nacional e nas suas próprias localidades.
Citando Juliana Feliz, o trabalho que realizava era o de levar sugestões de temas para que os Jornalistas pudessem conhecer, o fazer capacitação de Jornalistas e de universitários, disponibilizando cursos especializados. Além disso, a análise dos média e o seu monitoramento era outras das tarefas de forma a analisar o modo como a imprensa tratava estes temas pertinentes.

Juliana Feliz fala sobre a Rede ANDI Brasil
Jornalista como um Mobilizador Social
O Jornalista, na ótica de Juliana Feliz, é um verdadeiro mobilizador social em temas urgentes e que necessitam de ser vistos pelo público porque são assuntos que estão escondidos pelo seu conteúdo. Ou seja, o Jornalista não deve ser apenas um agente de informação mas também um agente de serviços. Um aspeto importante são os efeitos da comunicação dos Jornalistas que mostram a realidade e o que se passa na sociedade, refletindo acerca das situações mais vulneráveis.
"É gratificante trabalhar promovendo um mundo melhor pela comunicação, trazendo à tona essa situação toda."
Atualmente, Juliana Feliz como professora, prossegue este efeito mobilizador nos seus alunos ao despertar-lhes esta sensibilidade nos assuntos e a questão humana e social. Para Juliana Feliz, esta é a técnica mais alinhada do Jornalismo, em que os seus critérios de qualidade não deixam de lado a nossa sensibilidade e humanidade, de forma a termos um mundo mais justo, mais igual e melhor para todos.
Qual é que foi a sua maior dificuldade quando estava no mundo do jornalismo?

Qual foi a sua estratégia para que fosse possível ultrapassar as suas dificuldades e desmotivações?
